AGRESSÃO GILMARDepois de empatar com o São Luiz, o pós-jogo foi de vandalismo na Boca do Lobo: vidros foram quebrados e o presidente Gilmar Schneider(foto) e Alvaro Prange foram agredidos.

Embalado pela façanha conquistada no Beira-Rio – vitória por 2 a 1 diante do Internacional -, o Pelotas entrou confiante em campo neste domingo para enfrentar o São Luiz em jogo da terceira rodada do Campeonato Gaúcho. O desgaste físico do jogo de quinta-feira foi mais um obstáculo a ser enfrentado pelo time de Diego Gavilán, que apresentou pouca efetividade ofensiva no empate por 0 a 0 na Boca do Lobo.

O Lobão colocou intensidade na partida, enquanto a parte física permitiu. Ainda no primeiro tempo, Gavilán teve que alterar a equipe, porque Giovane Gomez sentiu dor na parte posterior da coxa. O paraguaio Júlio Santa Cruz entrou no comando de ataque. Embora o Pelotas tivesse mais volume de jogo, o São Luiz é que foi mais perigoso. Dão impediu que João Marcus marcasse o gol numa cobrança de falta feita por Márcio Goiano e Airton apareceu bem ao defender chute de Claiton.

No segundo tempo, o Pelotas pressionou até por volta dos 25 minutos e teve chance de gol em cabeçadas de Santa Cruz e Jarro. Porém, a oportunidade mais clara para balançar a rede foi da equipe visitante, aos 14 minutos. Thiago Alagoano “carimbou” a trave. Reinaldo Dutra foi mais um jogador que sentiu problemas muscular e teve que sair de campo, sendo substituído por Rubinho.

Os minutos finais foram de preocupação, porque alguns jogadores estão esgotados fisicamente – e as três alterações possíveis já tinham sido realizadas. O São Luiz se aproveitou e foi para o ataque, criando situação de desconforto para a defesa do Pelotas. A reta final da partida transformou o empate num bom resultado.

O Pelotas volta a jogar na quarta-feira, às 20h30, contra o São José, na Boca do Lobo. Já o São Luiz terá na quinta o Grêmio em Porto Alegre.

 SELVAGERIA

O técnico Gavilán estava concedendo a entrevista coletiva na sala de imprensa da Boca do Lobo, quando alguns torcedores do Pelotas invadiram a área para agredir dirigentes. O presidente Gilmar Schneider levou um soco no lado esquerdo do rosto. O gerente administrativo Álvaro Prang também foi agredido. Os agressores foram detidos pela Brigada Militar. O motivo da violência seria a redução do número de ingressos dos jogos destinado à uma torcida organizada.

“Levei um soco. Olha aí está inchando. O Álvaro também levou um soco. Essa gente já causou um prejuízo de R$ 200 mil ao Pelotas (incidentes anteriores na Divisão de Acesso). São prejuízo no patrimônio do clube (vidros foram quebrados na ação deste domingo)… Qualquer dia não sei o que pode acontecer. Eles são presos, daqui a poucos estão soltos de novo”, desabafou o presidente em manifestação as emissoras de rádio.

Schneider estava inconformado. “Estou trabalhando pelo Pelotas e levo um soco. Nunca tinha levado um soco na minha vida”, afirmou antes de se encaminhar à Polícia para o registro de ocorrência policial. A confusão gera um ambiente tenso para o jogo de quarta-feira, quando o Pelotas enfrenta o São José na Boca do Lobo. Também abala o clima de euforia consequente da vitória de quinta-feira no Beira-Rio.