jarro  Substituto de Hugo Sanches, o velocista Jarro é um dos principais nomes do Pelotas na Copa FGF.

A torcida do Pelotas não sentiu falta de Hugo Sanchez, que foi emprestado ao Juventude. Jarro brilhou nos últimos jogos pela Copa Wianey Carlet. Com velocidade e aplicação tática, o atacante deu cansaço às defesas de Cruzeiro e Aimoré. Saiu de campo com a premiação de melhor da partida. O jogador atribui o bom momento à sequência na equipe de Paulo Porto.

“Agora eu estou tendo sequência, com a saída do Hugo Sanchez. É fruto também de muito trabalho. Felizmente vem dando certo, tenho marcado gol e dado assistências”, afirma Jarro. Foi dele o passe para o gol de Giancarlo na vitória de 1 a 0 diante do Aimoré nesta segunda-feira na Boca do Lobo.

Jarro chama atenção pela velocidade, mas sua importância na equipe é medida também pela aplicação tática. “Minha principal característica é a velocidade, mas também volto para marcar. Se o lateral for ao fundo (do campo), eu acompanho. Como meu jogo é muito intenso, eu dificilmente completo a partida. Tenho câimbras no segundo tempo”, explica o atacante.

CAÇADO – Na partida passada, Jarro foi caçado o tempo inteiro pelos marcadores adversários. A sequência de faltas fez ele lembrar do tempo em que jogava no Uruguai. Ficou sete anos da carreira jogando em equipes uruguaias, onde, inclusive, concluiu sua formação de atleta.

“No Uruguai, o futebol é de muita força, muita academia. Como sou um velocista, eu era caçado o tempo inteiro, que nem ocorreu nesta última partida”, compara. O duelo de maior “pegada” era o clássico do mesmo bairro da capital do país entre River Plate (equipe de Jarro) e Montevideo Wanderers. Esses embates forjaram o atacante para não fugir do enfrentamento com os marcadores.

A oportunidade de jogar no Pelotas aproxima Jarro Pedroso de sua família. Nos dias de folga – como ontem -, ele percorre os 60 km para descansar na casa da mãe Mara às margens do Rio Piratini.

 
DM