adriano lara inter sm Na Boca do Lobo, foco total no "jogo do ano".

A euforia é do lado de fora do campo. O vestiário do Pelotas está blindado contra o clima de entusiasmo da torcida desde a vitória de 2 a 0 em Santa Maria. O que mais se ouve nesta semana é: “Não ganhamos nada ainda”. Parece ser um mantra entre os dirigentes e profissionais do áureo-cerúleo, com o objetivo de controlar a ansiedade. Afinal faltam apenas 90 minutos para que o Lobo retorne à primeira divisão.

“Não existe euforia, só da torcida. Nossa semana é de muito foco, de muito trabalho. Não ganhamos nada ainda. Falta o último jogo, tem mais 90 minutos”, afirma o diretor executivo Rafael Farias. O dirigente assegura que o elenco está totalmente concentrado na partida de domingo, às 15h30, na Boca do Lobo, contra o Inter/SM. O Pelotas sobe até mesmo com derrota por um gol de diferença.

A forma de a equipe se portar em campo não deve também ser alterada – pelo menos para começar a partida. O Pelotas se impõe quando joga na Boca do Lobo, pressionando o adversário. Depois é possível, dependendo do andamento da partida, que a equipe recue para jogar no contra-ataque – até porque o Inter terá que se atirar para cima se quiser sonhar com a virada nesta semifinal.

O lateral direito Adriano Lara reconhece que a principal dificuldade dos jogadores é não entrar no clima de euforia da torcida. “A maior dificuldade é não cair na empolgação do nosso torcedor, pois a gente sabe que não tem nada resolvido”, afirma. Mesmo com a vantagem, o jogador vê risco na partida de domingo. “Você pode dar uma relaxada. A gente terá que buscar vencer o jogo, como se estivesse no zero a zero”, completa.

A única mudança que pode ter na equipe do Pelotas é a volta de Giancarlo, que retorna de suspensão. Com isso, Giovane Gomes ficará como alternativa no banco de reservas.

DM