Na melhor apresentação do ano, Xavante cede o empate no final


Se existe uma característica que todo torcedor Xavante deseja para os grupos de jogadores do Brasil é a de um time com bravura. O que se viu no estádio Bento Freitas neste domingo (20), contra o Ypiranga, foi um suco de Brasil nesse sentido. Não faltou brio nem vontade para os comandados de Jerson Testoni que, apesar de uma partida absolutamente superior, empataram com os visitantes em 1 a 1.

Os primeiros minutos foram realmente complicados. Houve muita dificuldade no enfrentamento com o líder do campeonato. No entanto, à medida que os minutos foram passando, o peso do estádio Bento Freitas ajudou o time do Brasil a esmagar o adversário. A cada lance, uma vibração. A primeira grande chance saiu dos pés de Marllon, aos 32 minutos do primeiro tempo, que buscou o ângulo da meta defendida por Allan.

Alguns minutos depois, aos 41, Paulo Victor invadiu a área como uma flecha lançada pela torcida Xavante, recebeu o braço adversário no pescoço e caiu, mas o lance foi insuficiente – na visão do árbitro – para a marcação da penalidade máxima. Mais uma vez não faltou brio para o escrete rubro-negro, que questionou a decisão. Apesar da bronca, o time Xavante continuou em cima e quase abriu o marcador com Luiz Meneses, dois minutos depois.

No segundo tempo, a blitz em torno da área canarinha foi ainda maior. A atmosfera da Baixada acompanhava os movimentos do time Xavante. O impulso em direção à área adversária era tamanha que não havia dúvidas de que o gol viria. Antes dos primeiros 10 minutos, Gabriel Araújo cobrou uma falta com perfeição, obrigando o goleiro Allan a fazer uma grande defesa.

No ritmo dos tambores treme-terra, o time dos Negrinhos da Estação seguiu em cima. Aos 17, o Ypiranga voltou a se salvar, mas desta vez com a ajuda da trave após cabeçada de Luiz Meneses. No entanto, a certeza de que o gol viria se confirmou aos 29 minutos. Depois de uma grande jogada coletiva, Henrique Ávila invadiu a área adversária e só foi parado com falta. Pênalti, finalmente. O camisa 10 Marllon foi para a cobrança e, sem olhar para a bola, bateu com categoria para arrancar o grito de gol da torcida Xavante.

O estádio explodiu. Com merecimento, o time da Baixada havia inaugurado o placar. Diante de tão grande sismo, o orgulho Xavante ultrapassou todos os graus da Escala Richter àquela altura. Não havia sequer um torcedor Xavante indiferente, fosse em Pelotas ou em qualquer outro lugar do mundo. Apesar disso, e da grande partida que o time do Brasil realizava, o Ypiranga chegou ao empate no apagar das luzes. Hugo Almeida, de nuca, empatou aos 46 minutos.

Apesar do balde de água fria, o torcedor Xavante saiu satisfeito com o que viu. O time do Brasil tem o DNA deste clube fundado há 110 anos: é inquieto, inconformado e corajoso, apesar de todas as dificuldades. É um grupo que, composto por diversos atletas oriundos da base Xavante, luta até o fim. Joga para vencer e honrar a camisa.

É com esse espírito guerreiro que o Brasil volta as suas atenções para o próximo compromisso, desta vez pela Copa do Brasil. Nesta quarta (23), em Vacaria, o Xavante enfrenta o Glória pela primeira fase da competição nacional. É mais uma oportunidade para testemunharmos a bravura de uma torcida que tem um time.

Gols

Coletiva técnico Jerson Testoni