michelSem jogar bem mais uma vez, Brasil só empata em casa.

O Brasil voltou a decepcionar seu torcedor no Bento Freitas, sábado, ao empatar por 0 a 0 com o Novo Hamburgo em jogo da terceira rodada do Campeonato Gaúcho. Teve atuação fraca coletivamente e somou apenas seu segundo ponto em nove disputados, aumentando a pressão por resultado na Baixada. Houve protesto da torcida ao final da partida. O time terá agora dois compromissos fora de casa: quinta-feira, contra o Juventude, no Alfredo Jaconi; e dia 4 de fevereiro, contra o Internacional, em Porto Alegre.

A expectativa é que o Brasil mantivesse a evolução apresentada do primeiro para o segundo jogo. O técnico Paulo Roberto Santos fez apenas uma mudança na equipe, com a entrada de Michel no comando de ataque, ocupando a vaga de Luiz Eduardo. Desde o começo da partida, o Novo Hamburgo se mostrou mais coeso coletivamente, com a troca de passes no meio-campo. O time rubro-negra tentava se impor pela força.

E foi assim – na força e na vontade – que conseguiu criar algumas chances de gol. Aos 12 minutos, Velicka brigou pela bola dentro da área, Michel pegou a sobra e bateu de primeira, mas para fora. O goleiro Gustavo apareceu aos 29 minutos, com a sequência de duas grandes defesas. A primeira na cobrança de falta por Ricardo Luz, que havia entrado no lugar de Helder (lesionado), e a segunda, num chute forte de Heverton. Por fim, aos 33, Douglas Baggio ganhou de Luiz Gustavo na linha de fundo e chutou sem ângulo. Gustavo rebateu a bola.

PIOROU – O rendimento coletivo do Brasil ficou ainda pior no segundo tempo. Criou pelo menos uma jogada bem trabalhada pela esquerda, com o cruzamento de Bruno Santos para a cabeçada de Michel. Gustavo fez outra boa defesa. O Xavante se escapou de tomar o gol, aos seis minutos, quando Bustamante se livrou da marcação de Bruno Santos e Heverton e chutou de perna esquerda. A bola passou junto ao poste e foi para tiro de meta.

Quando parecia que o Brasil não teria mais força na partida, a torcida xavante voltou a acreditar na vitória. Gustavo brilhou em duas ocasiões: cabeçada de Heverton e num chute de fora de área de Bruno Santos. O final do jogo trouxe vaia, protesto e incerteza. algum dinheiro, geralmente se torna caminho sem volta. Afinal, é a opção pela criminalidade, o que remete a cotidiano de violência.

TOM DE COBRANÇA, MAS SEM MUDAR

Três jogos e apenas dois pontos. Na sequência a disputa de duas partidas fora de casa – contra Juventude e Internacional. O ambiente é de preocupação e cobrança no Bento Freitas. O Brasil paga caro neste começo de temporada pela mudança de praticamente todo o time. Leandro Leite, Leandro Camilo e Heverton são os únicos remanescentes que eram titulares no encerramento da Série B do ano passado.

Enquanto a torcida protestava na frente do estádio, o gerente executivo, Carlos Kila, falou em tom de cobrança. “Está longe do que esperávamos, até pelo investimento que foi feito. O time foi competitivo, os jogadores tiveram vontade, mas não estamos satisfeitos, com apenas dois pontos em três rodadas”, afirmou. Já o vice-presidente de futebol, Giovani Alcântara, viu evolução no rendimento da equipe e destacou a entrega dos jogadores em campo. “Não faltou empenho, não faltou vontade”, afirmou.

O dirigente admitiu preocupação, mas descartou a hipótese de mudança na comissão técnica neste momento. “O Paulo (Roberto) está iniciando um trabalho, mas é complicado essa cobrança. A torcida pode não entender, mas vi evolução do time. Não tem outro jeito: temos que continuar trabalhando”, concluiu.

Paulo Roberto foi muito vaiado, especialmente quando tirou Douglas Baggio para a entrada de Fernandinho. Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador explicou que o camisa 11 pediu para sair de campo por três vezes. Estava cansado. Quando à pressão, o técnico garante que segue tranquilo. “Se sentir que a pressão vai desestabilizar o trabalho, tenho que ‘pegar o boné’ e ir embora. Temos que ter tranquilidade e a certeza de que estamos fazendo o melhor”, disse.

O treinador lamentou mais uma vez a ausência de Washington, que segue sem condição de jogo por falta de documentação oriunda da Federação Japonesa de Futebol, e Diogo Oliveira, que voltou a sentir lesão no joelho esquerdo no treino de sexta-feira.

BRASIL

Carlos Eduardo

Helder (Ricardo Luz)

Leandro Camilo

Heverton

Bruno Santos

Leandro Leite

Sousa

Velicka

Daniel Cruz (Branquinho)

Baggio (Fernandinho)

Michel

Técnico: Paulo Roberto Santos

 

NOVO HAMBURGO

Gustavo

Osvaldir (E. Paraguai)

Fred

Luiz Gustavo

Neuton

Amaral

Felipe Profeta

Mossoró

Bustamante

Juninho (Kelvin)

Cearense (P. Semionato)

Técnico: Bolívar

  • Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas
  • Árbitro: Eder Zanella
  • Assistentes: Lucio Beiersdorf Flor e Claiton Timm
  • Cartões amarelos: Leandro Camilo e Leandro Leite (B); Gustavo, Osvaldir, Fred e Amaral (NH)